Mostrando postagens com marcador Superação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Superação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Paraíba conquista vaga para o brasileiro de basquete em cadeira de rodas‏!!!

Paraíba se classificou para o Brasileiro de Basquete em cadeira de rodas, depois da segunda colocação no Campeonato Regional, divisão Nordeste, que aconteceu em Recife, entre os dias 18 a 23 de outubro. Na campanha, a equipe paraibana, representada pela Pestalozzi, obteve cinco vitórias e apenas uma derrota – esta, na partida final contra a equipe do Rio Grande do Norte, campeã do torneio.
Pelo regulamento, os dois primeiros colocados ficariam com as vagas para jogar o Campeonato Brasileiro, que vai ser disputado de 15 a 18 de Dezembro, em Vitória, capital do Espírito Santo. O titular da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fábio Maia, vibrou com mais uma conquista paraibana no para-desporto. “O para-desporto da Paraíba mostrou mais uma vez que tem grande potencial. Só em concluir um campeonato que contou com a participação de todos os estados da região, já é motivo de alegria”, destacou.

A equipe paraibana, comandada pelo técnico Jailton Lucas, participou com a seguinte formação: Ailton, Jean, Júnior, Ferraz, Erivan, Wiliams, Josinaldo, Wilton, Fran, Geraldo, Lobinho e Hátos. O Campeonato Regional teve a participação dos nove estados nordestinos e foi organizado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).
OBS: COM BASTANTE DIFICULDADE, FALTA DE APOIO, SEM PATROCÍNIO, MAS COM MUITA VONTADE DE VENCER E DE SE ORGULHAR EM SER PARAIBANO!
 TENHO PLENA CERTEZA QUE VAMOS CONSEGUIR  APOIO E PATROCÍNIO...
PARABÉNS A TODOS DA EQUIPE COM TANTA DIFICULDADE CONSEGUIMOS NOS CLASSIFICAR!!! 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Olha que inteligência!!!

você que ainda acha que deficiente seja ela qual for, é incapaz dar uma olhada nesse vídeo:



http://cadeiranteeserhumanotambem.blogspot.com/Dedicado ao cadeirante e as pessoas interessadas...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cadeirante oficial da polícia militar de Pernambuco é condecorado com a maior honraria da instituição

História de superação do Major Marcelino Carvalho. Uma história que serve de inspiração e referência para pessoas com ou sem deficiência.

Major Marcelino Carvalho recebendo a Medalha do Mérito Policial Militar, pelo Dr. Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social de Pernambuco

A Polícia Militar de Pernambuco comemorou no dia 08 de junho de 2011, os seus 186 anos de existência em cerimônia ocorrida no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco. Autoridades civis e militares foram agraciadas com a Medalha do Mérito Policial Militar, a mais alta honraria e condecoração da instituição.
O Major PMPE Marcelino é agraciado com a Medalha do Mérito Policial Militar, pelo Dr. Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social de Pernambuco, momento este oportuno, em que solicitou ao secretário que analisasse a situação dos “Inválidos heróis esquecidos da PMPE”.
O Cadeirante Marcelino Carvalho é Major da Polícia Militar de Pernambuco, o qual foi vítima de acidente automobilístico em serviço, na cidade de São José do Egito-PE, Sertão do Pajeú Pernambucano, em dezembro de 2007, acidente o qual deixou paraplégico (lesão medular completa na T-9). Hoje, faz reabilitação no Hospital Sarah Kubistchek de Fortaleza-CE.
 
 Imagem do acidente autobilistico

A aprendizagem naquele centro de reabilitação o fez ver a vida com outro ângulo. “Hoje eu nado, pois quando tinha as duas pernas normais não sabia nadar, adaptei o meu carro e dirijo, viajo e passeio com minha família para todos os lugares, psicologicamente estou bem, sei que não é fácil, mas se não levantar a cabeça é pior, confio em Deus, o Qual é o Deus do impossível, tenho apoio da minha família e amigos, trabalho na parte da manhã; enfim, procuro preencher o vazio deste fato com atividades construtivas (leitura, igreja, fisioterapia, internet, lazer, e cuidados com a saúde) e que, tal ânimo, sirva de exemplo para as demais pessoas que passam por problemas semelhantes ao meu.
No abençoado Hospital Sarah Fortaleza, aprendi uma frase de uma fisioterapeuta, a qual diz que: “o andar começa na cabeça”. Não tenho dúvida alguma, sei que vou voltar a andar, é só questão de tempo. O tempo é de Deus.”

obs: conheci o Major Marcelino no Sarah  de Fortaleza pessoa muito simples e de fácil convivência, você merece, parabéns! E sucesso pra ti...

 http://cadeiranteeserhumanotambem.blogspot.com
Dedicados aos Cadeirantes e as Pessoas Interessadas...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fernando Fernandes andando de moto!!!

VOCÊ PODE VOCÊ CONSEGUI!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Reportagem com a Equipe de Basquete.

Olá gente, querido leitores, trago a vocês um vídeo bem legal que foi feito pela TV local da Paraíba e mostra a equipe “Pestalozzi” de Basquete em Cadeiras de Rodas que faço parte a entrevista mostra um pouco da equipe e dos treinos diários, uma iniciativa muito legal que vale a pena ser divulgada, mesmo diante de tantas dificuldades e falta de apoio é sempre muito legal divulgar o esporte adaptado já que esse é um ótimo caminho a se seguir.




http://cadeiranteeserhumanotambem.blogspot.com
Dedicado as cadeirantes e as pessoas interessada em conhecer a vida de um cadeirante!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dar uma olhada nesse cara!!!

Uma lição de superação pra quem não acredita no que podemos...

terça-feira, 25 de maio de 2010

EU PRÁTICO "Basquete em Cadeira de Rodas"

Olá, queridos seguidores e leitores do Blog quero contar uma experiência e dar um ponto de vista geral sobre o basquete, dica muito boa a os deficientes.
Quando eu e minha esposa decidimos voltar pra minha cidade de origem João Pessoa eu sempre tive a ideia de fazer algum esporte que também me servisse de reabilitação pois eu ainda não fui ao "Sarah" to na espera incessante e naquela ansiedade, eu também precisava de algo que melhorasse minha auto estima ai um certo dia estava eu na net como se é de costume ache o veterano da equipe de basquete aqui da capital mesmo e conversa vai e vem ele me chamou pra conhecer a turma e resolvi ir, acho que já vai fazer dois meses que to treinando na equipe firme e forte todos os dias to lá, pessoal acho que vocês não tem noção de como é ótimo o basquete melhora tudo na sua vida principalmente a auto estima que fica baixinha com a lesão e você se sente útil porque antes do basquete eu passava o dia todo em casa na net sabe e ainda tinha uma terrível escara que não me deixava nem sentar direito (esse foi o motivo que ainda não fui ao Sarah) mas ela fechou totalmente há uns dois meses GRAÇAS A DEUS.
E os amigos que você faz, porque os que você tinha antes muitos sumiram e é assim com todo mundo que sofre uma lesão ou fica deficiente por outro motivo é muito bom conversar com alguém que conhece suas verdadeiras necessidades falar de igual pra igual sabe agente não fica se sentindo um E.T eu acho que nem precisa falar dos benefícios pra saúde porque todos sabem que praticar exercícios é fundamental pra saúde de um andante já pra de um cadeirante é exigência médica, hoje eu não consigo ficar em casa, antes ou depois do treino vo para academia e vamos se mexer....
No dia 15 de Junho estaremos em Recife no campeonato nordeste, que as outras equipe nos aguardem rsrsrsrsrsrs.
Sei que existem muitos deficientes em casa completamente disponível mas com algum receio sem querer sair, vamos lá pessoal praticar algum esporte você vai ver como vai melhorar sua qualidade de vida e basquete não é só pra cadeirantes não qualquer pessoa com deficiência pode participar e se você não gosta de basquete procure outro esporte ou atividade física.
Fica ai minha dica espero que tenha sido de grande proveito.

http://cadeiranteeserhumanotambem.blogspot.com/Dedicado ao cadeirante e as pessoas interessadas a conhecer a vida de um cadeirante!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

História de Amor!!!

Olá pessoal, venho divulgar uma entrevista que minha esposa deu pra a amiga Gizz.
Onde ela relata um pouco da nossa história e como foi a nossa rotina e adaptação após o acidente.
vale apena dar uma olha no relato no blog da Gizz" Fisio Ativa .
Parabéns Gizz você é Especial bjssssssssssssssssssss

sábado, 10 de abril de 2010

Lição de vida após ficar paraplégico!!!




Superação e muita determinação são as palavras que Jean Kraud nos passa, para encarar a realidade de como deve ser a volta por cima!

São exemplos assim que devemos seguir, temos que está disposto para lutar diante das nossas limitações porque pessoa assim que é fonte de inspiração para continuar em frente...

“Em janeiro de 1993, vinha da casa de uma amiga no Castelo Branco e passou uma pessoa em um bugre amarelo, atirando para todos os lados e um dos projéteis pegou na minha coluna. Assim que levei o tiro deixei de andar. Em nenhum momento fiquei inconsciente, fiquei lúcido e já veio aquilo na minha cabeça. Quando cheguei na frente do hospital falei: Mãe, acho que não poderei mais surfar, jogar basquete”.

Na época, Jean tinha 19 anos, e cerca de um ano antes havia sido aprovado no concurso da Polícia Militar da Paraíba. Naquele dia estava de folga e por isso não pôde ser reformado com uma patente mais alta. Foi para a reserva como soldado mesmo.

Ele também lembra que foi naquele momento que soube quem eram seus amigos de verdade: “Posso te falar que 95% se afastou, mas os 5% que ficaram até hoje são meus amigos”.

Após deixar o hospital, Jean Klaud foi para Brasília (Hospital Sarah) fazer tratamento com o pensamento de voltar a andar. Contudo, já no primeiro contato com a fisioterapeuta, ao dizer que estava lá para recuperar os movimentos da perna foi questionado:
“Ela falou que foi lá para me reabilitar e fazer, daquilo que fazia antes, o máximo que pudesse, mas não para voltar a andar. Com apenas 19 anos era tudo novo e difícil. Tive que reaprender tudo novamente. Conheci pessoas de todo o país que estavam na mesma situação que eu ou até pior e vi que não era o fim.

A volta por cima através do esporte...

Foi nesse momento que resolvi voltar ao esporte”, passou a praticar basquete em cadeira de rodas no próprio hospital Sarah e reaprendeu tudo: desde calçar um tênis até entrar e sair de um carro.

Cinco meses depois, de volta a João Pessoa, entrou na equipe de basquete da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e cerca de dois anos depois sentiu o peso do preconceito de forma mais dura. Ao questionar o então treinador do time sobre o motivo deles não viajarem para disputar competições, a resposta foi seca:
Não vamos porque dá trabalho”.

Aquele foi o último dia de treino de Jean pela equipe. Depois disso, nunca mais voltou lá e logo em seguida recebeu um convite para treinar em uma equipe do Recife. Vários atletas seguiram seus passos, deixaram a UFPB e o time acabou. Passou um ano na capital pernambucana e chegou a ser até campeão sul-americano.

De volta a João Pessoa, montou uma microempresa e se instalou de vez na Paraíba. Foi então que em 1998 conheceu Jaílton Miranda em uma oficina realizada no Unipê. Naquele encontro surgiu a idéia de criar uma equipe de basquete em cadeira de rodas na Vila Olímpica Ronaldo Marinho. Jean começou a reunir os jogadores da época em que jogava na UFPB e o projeto cresceu.

Enquanto alguns atletas já estão em quadra realizando o aquecimento antes do início do treino, um outro desce os lances de arquibancada do ginásio da Vila Olímpica Ronaldo Marinho de forma lenta e cadenciada. Sem o movimento das pernas, ele senta no chão e começa a descida dos degraus. Conta apenas com o auxílio de duas almofadas, que ele mesmo alterna entre os degraus para não sujar a roupa. Quando chega ao último, senta-se na cadeira de rodas para o treinamento e se apresenta:

Aos 35 anos, Jean Klaud é jogador da seleção paraibana de basquete em cadeira de rodas e tem no currículo os títulos do Campeonato Brasileiro e Sul-americano, além do Norte-Nordeste, sendo este último invicto. Atualmente, ele se divide entre os treinos no antigo Dede e as atividades na recém-criada Associação Atlética dos Portadores de Deficiência Física (AAPD).

Atualmente, o time treina diariamente no ginásio do Dede e já tem alguns títulos importantes: Campeão do Norte-Nordeste, de forma invicta, e Campeão Brasileiro da Segunda Divisão.

“O esporte representou a vitória. Hoje posso dizer que sou vitorioso, pela minha luta, força de vontade, pelas pessoas que me ajudaram. Foi assim que me mantive até hoje. Como não posso mais andar com as pernas, toco a cadeira e chego onde quero”.

Além disso, aconteceu o fim de um relacionamento de 7 anos de namoro.Talvez ela não tenha assimilado a situação, não entendeu, enfim, acho que houve o desgaste e acabou.

Por outro lado foi bom, pois conheci Katarina.

“No início, as pessoas perguntavam como Katarina namorava um cara em uma cadeira de rodas e ela me defendia. Falavam que eu não poderia ter filhos, que tinha ficado impotente, essas coisas. Hoje temos uma filha(Bruninha) e já estamos pensando em ter outro no ano que vem.

O objetivo agora é ir mais além. Ele é diretor de esportes da AAPD/PB e iniciou uma nova luta: a construção de uma Vila Olímpica adaptada aos paraatletas.



Endereço: Avenida Mato Grosso, 828 - dos Estados - 4895 - PB

Fone: (83)3225-3470 Email: doeaqui@yahoo.com

Apresentação da AAPD/PB A Associação Atlética dos Portadores de Deficiência da Paraíba (AAPD/PB), criada desde 2001, foi criada para representar os Deficientes Físicos na Paraíba através dos esportes Paraolímpicos, onde nosso Estado possui um dos maiores índices do Brasil de Portadores de algum tipo de deficiência, que são cerca de 14% na Paraíba. A AAPD/PB tem por objetivos principais: incluir os portadores de deficiência da Paraíba no esporte Paraolímpico, buscar uma maior valorização da Sociedade perante os portadores de Deficiência, além de incentivar resultados expressivos em competições nacionais e internacionais, buscando uma maior valorização dos atletas, e conseqüentemente, os transformando em verdadeiros profissionais do esporte. A nova gestão que se iniciou em agosto deste ano, formada na sua Diretoria Executiva por: Genilson Machado – Presidente
A Vila terá casas adaptadas para o paraatleta, ginásio para treinamento, piscina, fábrica de cadeira de rodas e várias outras coisas. Hoje temos atletas que moram em Santa Rita, Bayeux e a locomoção diária é difícil, sem contar as pessoas do interior do Estado. Todas as modalidades paraolímpicas serão atendidas.

Quase vinte anos depois do acidente, Jean diz que perdoa a pessoa que fez isso e que o sentimento é bem diferente da época:

“Não aceitava, sentia revolta, mas hoje estou tranqüilo. A pessoa que fez isso vai prestar contas a Deus”.
Dedicado ao cadeirante e as pessoas interessadas a conhecer a vida de um cadeirante!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ex-BBB Fernando!

Fernando Fernandes, modelo e esportista que participou em 2002 do "Big Brother Brasil", fala da nova vida após o acidente que o deixou paraplégico.

Uma noite de bebida em excesso. Um carro a 100 quilômetros por hora. Uma árvore. Ausência do cinto de segurança. Esses ingredientes, em questão de segundos, causaram uma guinada na vida do ex-BBB Fernando Fernandes, 28, que hoje, oito meses depois de um acidente numa avenida da capital paulista, está paraplégico.


Há pouco mais de uma semana, o modelo profissional e esportista que em 2002 participou do reality show "Big Brother Brasil", da TV Globo, viveu seu primeiro dia na nova casa sem escadas, em Moema, bairro da zona sul de São Paulo.Fernandes acabara de ter alta do hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, onde ficou por seis meses fazendo reabilitação motora e, mais importante, aprendendo a conviver com o novo corpo.No momento, o mais complicado não é a adaptação à cadeira de rodas, segundo ele."Quem vê de fora acha que a dificuldade é estar aqui sentado. Mas não vejo problema nenhum. O duro é você voltar a controlar sua bexiga, seu intestino, que também dependem das suas ordens cerebrais [afetadas com a lesão do acidente]. O que não é visto, muitas vezes, é bem mais complicado."Fernando se preparava para passar uma temporada em Milão, na Itália, quando se acidentou. "Naquele dia, eu tinha treinado muito pela manhã. À tarde, fui jogar futebol e, à noite, fui beber com amigos. Queria emagrecer porque estava entrando no mercado internacional. Comia muito pouco. Juntou tudo isso e..."Apesar de apontar para novos desafios -quer ser para-atleta disputando canoagem adaptada-, falou sem restrição sobre o passado "intenso", a vida sexual como cadeirante, ciência, "Big Brother" e família.

CORPO POR FORA

Fernandes começou na carreira de modelo aos 15. Com 17, foi da Vila Mariana, bairro de classe média de São Paulo, para o Harlem, em Nova York, trabalhar em uma agência local.Após participar da segunda edição do "Big Brother Brasil", em 2002, com 22 anos, a carreira deslanchou: fez campanhas ao lado das tops Claudia Schiffer, Eva Herzigova, Naomi Campbell. Namorou a atriz Danielle Winits por alguns meses."Sempre trabalhei com o corpo, com a parte externa. Era modelo, atleta. Mas acho que nunca me prendi ao ego da profissão, apesar de ser muito vaidoso. No começo [após o acidente], fiquei meio perdido. Não pela estética, pelas dificuldades que enfrentaria. Ninguém para para pensar nas necessidades de um cadeirante. Só vivendo vi a realidade."Apesar da lesão recente, que atingiu a vértebra T-12 e o deixou paraplégico, com sensibilidade restrita da cintura para baixo, somente as pernas de Fernandes estão mais finas, com 15 quilos a menos. O tronco ele conseguiu manter em pleno vigor físico. Fez exercícios ainda na cama do hospital, poucos dias após o trauma.Um mês depois do acidente, já se exercitava ainda na maca. Agora, voltou a praticar esportes: canoagem e remo adaptados, boxe e corrida."Tenho certeza de que vou disputar a Paraolimpíada [a próxima será em Londres, em 2012]. Minha vida está focada nisso. Era modelo e fazia esporte por prazer, agora quero me sustentar dele. Com três meses de lesão, corri a São Silvestre em cadeira de rodas, todo desengonçado [ficou em sexto]. Vou para Portugal em abril treinar canoagem adaptada por dois meses. Vou competir na França, Alemanha e Hungria. Tenho um bom patrocinador.

PRA QUE MILAGRES?

De frequentador esporádico da igreja evangélica Bola de Neve, que defende sintonia com o esporte, Fernandes passou a membro assíduo da religião depois do acidente. Ele afirma não estar em busca de milagre."Me incomodaria muito chegar a um lugar e alguém me apontar o dedo como o deficiente que está com problemas e precisa ser curado. Se isso acontecer comigo, vou dizer para o cara: "Amigo, não vou levantar, mesmo. Minhas pernas não vão aguentar'", diz, rindo."Para mim, milagre é o que já está acontecendo comigo: ter uma força pra buscar melhorar, aproveitar a outra oportunidade que estou tendo de viver, ter uma cabeça tranquila diante das mudanças."Pensamento natural para pessoas que perdem seus movimentos, o da busca pela cura a qualquer preço, não está nos planos do modelo."Ainda falta muita coisa para começarem a curar lesões medulares. Tem gente se arriscando, fazendo tratamentos experimentais, cujo resultado ninguém sabe. Não vou ser boi de piranha. Estou feliz do jeito que estou. Claro que preferiria estar andando, mas não estou desesperado e muito menos estou numa busca cega e exagerada por uma cura. Quero tocar minha vida com qualidade", diz."Muita novidade da ciência deverá vir, talvez, em dez anos. Quando algo significativo acontecer, todos vão saber. Estou mantendo meu corpo bem preparado para o dia em que algo surgir e aproveitar o momento. Mantenho um bom metabolismo, oxigenação, faço alongamentos e pratico muito esporte. Estimulo meu organismo", afirma o modelo.

TALENTO SEXUAL

Não passa de lenda achar que pessoas com deficiência não têm vida sexual. O ex-BBB, inclusive, quer ser pai. "Sei que é possível e vou fazer de tudo para ter filhos. Adoro criança."No auge da fama, Fernandes era rodeado de mulheres bonitas, mas diz que namorou "poucas" e que todas elas deram apoio durante sua recuperação. Após temer a nova condição física, redesenha a vida sexual."Não fazia ideia de como era a vida sexual de um cadeirante, nunca tinha parado para pensar. Hoje tenho plena consciência de que sexo não é só penetração. Fui descobrindo outros meios de ter prazer. No começo, estava desesperado porque achava que tudo ia acabar [risos]. Morria de medo. Agora, me tornei um rapaz muito mais talentoso [risos]. É preciso redescobrir a sexualidade.

LAÇOS

Maria Fernanda Fernandes, 51, mãe do ex-BBB, e César Costa Pereira, 54, o padrasto, se desfizeram do triplex em que moravam para alugar uma casa térrea e receber o filho, que, por enquanto, vai abrir mão de morar sozinho como antes.Fernanda também abandonou os tapetes que adora porque eles se enroscavam nas rodinhas da cadeira."Sempre tive um laço muito forte com a minha mãe [exibe no braço direito uma tatuagem com a inscrição "Gracias, madre']. A família é tudo num momento complicado com este. Ter um ombro para chorar, ter carinho foi fundamental."A cadela Hanna, uma chow chow preta de um ano e oito meses, completa a família.


JAIRO MARQUES
COORDENADOR-ASSISTENTEDA AGÊNCIA FOLHA